Rodrigo Maia trabalha pela redução salarial dos servidores enquanto BC injeta recursos em bancos privados



Apesar da avaliação do relator da PEC Emergencial sobre a perda da importância da matéria neste momento, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM/RJ) voltou a admitir, nesse fim de semana, que a aprovação de uma PEC será o único caminho capaz de diminuir salários e jornada de trabalho dos servidores.

Maia informou que a proposta, que prevê corte de até 25% da jornada e do salário de servidores públicos que recebem acima de três salários mínimos, será apensada à Proposta de Emenda à Constituição PEC 438/18, que teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em dezembro passado e será analisada agora por uma comissão especial. 

Esta proposta, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM/RJ), cria gatilhos para conter as despesas públicas e preservar a regra de ouro. Na prática, as duas medidas reduzem os gastos com servidores públicos, o que Rodrigo Maia considera fundamental para que o Estado volte a ter condições de investir. 

Enquanto isso, o Banco Central anunciou, nesta segunda-feira (23), que irá injetar recursos nos bancos privados com o objetivo de minimizar os efeitos da pandemia do coronavírus sobre a economia.

A estimativa é de mais de R$ 1 trilhão para os cofres das instituições privadas.

“Enquanto o governo estuda reduzir salários dos trabalhadores que, neste momento, estão atuantes para conter a proliferação deste vírus e para manter os serviços essenciais para a população, investimentos absurdos serão aplicados em instituições bancárias. Precisamos estar atentos e lutar contra essa medida”, avalia a presidenta da Assojaf-MG Paula Drumond Meniconi.

Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo